sábado, 7 de novembro de 2020

Feia de Neve #3 - Carvanha no país das delícias!

 

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A princesa empoderada, que governava um pequeno reino de Pokemon em seu castelo de papel, nada temia, a não ser não encontrar seu amor.



Carvanha: Um mundo ideaaaaaaaaaaal! — cantarolava, caminhando com Jasmine, já em outro universo da Disney.


Jasmine: Princesa Carvanha, onde será que estamos? Não me lembro desse lugar!

Carvanha: Nem sei, mas sinto que hoje vou encontrar meu príncipe!


 — É tarde, é tarde, já é tarde!! — um coelho passava por Carvanha, saltitando muito rápido.

Carvanha: Que isso?
 Ele quase me derrubou! — reclamou — Jasmine, vamos atrás dele!

    Perseguindo o coelho, Carvanha e Jasmine passavam por meio de arbustos e árvores, afastando-se do local onde estavam.



Coelho: Ai, meus bigodes! Tá tarde, que tarde! Muito tarde! — continuava olhando seu relógio, parecendo desesperado.

Carvanha: Tá com pressa de quê?
 — gritava, perseguindo o coelho, que não respondia — Ignorante! Mas esse relógio... Huuum!!

   Distraídas, Carvanha e Jasmine não percebem que o coelho pulou num buraco cavado no chão. As duas não conseguem parar de correr e acabam caindo também.

Carvanha: AAAAH!! — agora, as duas pareciam ter uma queda infinita na escuridão, e percebem que haviam outros objetos no ar também. Jasmine acende uma luminária, iluminando toda a área.

Jasmine: Nunca vi um buraco tão fundo!
 — olhava-se num espelho, vendo sua imagem de cabeça para baixo — Talvez a toca do Coelho!

Carvanha: Se ele tem tantas coisas, tô doida pra conhecê-lo! Essa pode ser a história do meu filme!
 — encantava-se com a sua ideia, até cair sentada numa poltrona que também despencava pelo ar.

   Após mais alguns segundos, Carvanha e Jasmine chegam até uma sala com o piso em blocos avermelhados. Mesmo estranhando, percebem o coelho correndo e virando num corredor.



 — Huh? — uma menina loira e de vestido azulado também corria atrás do coelho, e agora ela notava que tinha companhia — Também estão atrás do coelho?

Carvanha: Sim, querida, ele foi pra lá
 — apontou para trás, e a menina mudou o rumo de sua corrida — Pronto, assim não tenho concorrência.

Jasmine: Que ótimo! Mas acho que o coelho abriu uma porta — apontou para uma grande porta no final do corredor. Quando tentou girar a maçaneta, revelou uma porta menor ainda, e assim foi até só uma pequena entrada aparecer.

Carvanha: Jasmine, se encolhe aí que a gente vai passar
 — disse, vendo a mulher se abaixar. Ela se lança contra o traseiro da princesa de Agrabah, e assim as duas passam pela entrada de uma vez só, chegando em outra sala, com apenas uma portinha no fundo.


 — AAAAAI!!! — gritou a maçaneta da porta que Jasmine tentou abrir.

Jasmine: Desculpe, maçaneta!

Maçaneta: Não, vou voltar a dormir.

Carvanha: Mas precisamos que você abra, meu futuro namorado passou por aqui!

Maçaneta: Boa noite!

Carvanha: Ai, desgraçado!

Jasmine: Carvanha, olha o que achei em cima dessa mesa
 — disse assim que uma mesa surgiu ao seu lado, com apenas uma garrafa em cima dela — Tá escrito que é pra beber!

Carvanha: Se tá escrito, é pra fazer! Deve ter achado o roteiro do meu filme, passa pra cá!



*Comece a ouvir isso*



   Após tomar sua bebida, o corpo de Carvanha passa a aumentar, até ela ficar tão grande que sua cabeça alcançava o teto da sala. 

Carvanha: Acho que entendi o que preciso fazer — e focou na maçaneta, concentrando água em sua boca e a disparando contra ela.



Maçaneta: Hein? Como isso aconteceu?! — perguntava-se, confuso, até ver que o lugar seria alagado — Não vou abrir nada!

Carvanha: Ah é?
 — e então a maçaneta reparou que a Pokemon estava gigante — Eu sou Feia de Neve!! — e lançou seu corpo contra a parede.



   Assim que Jasmine abriu seus olhos para ver o que aconteceu, não havia mais sinal da maçaneta e a água toda vazava por um grande rio. Carvanha a coloca em sua boca e passa a nadar.



    Dançando sobre uma tronco de árvore que boiava no rio, várias aves e animais marinhos são avistados por Carvanha e Jasmine.

Carvanha: Nossa, que lugar é esse?



 — Um lugar onde nada é impossível — materializou-se nas costas de Carvanha, mas eram tão ásperas que precisou sair de lá.

Carvanha: Estamos na internet?

 — Talvez, se conseguir decifrar meu enigma e...

Carvaha: Eu só quero achar meu crush, o Coelho com relógio! Deve ser rico, era de ouro! Me diga pra onde nadar, por favor!

 — Isso depende do lugar que você quer ir
 — seu corpo se transformava em fumaça aos poucos, mas Carvanha o agarrou.

Carvanha: Cadê o Coelho?

 — Se eu estivesse procurando o Coelho Branco, eu iria ver o Chapeleiro Maluco!

Jasmine: Maluco?

Carvanha: Ele é rico também?

 — Mas é claro...
 — e o gato então desapareceu, restando apenas seu sorriso no ar.

Jasmine: Que loucura!


Carvanha: Mas vamos procurar, se é rico, pode ser o príncipe do meu filme de empoderamento! — ainda gigante, voltou a nadar com Jasmine em sua boca, notando diversas placas com a imagem de uma cartola gravada nelas.

   Seguindo as placas, as duas chegam até o fim do rio, e encontram uma mesa muito larga, com diversos pratos, velas e sucos, além de muitas cadeiras.

Carvanha: Será que fizeram uma festa surpresa pra mim?


 — Claro, uma festa do chá! — um velhinho de gravata exclamou, e Carvanha então o notou de pé numa cadeira, derramando chá em três xícaras ao mesmo tempo.

Jasmine: Deve ser o Chapeleiro!

Carvanha: Você é rico? — perguntou, e Jasmine pulou de sua boca.

Chapeleiro: Eu sou o Chapeleiro! E você é gigante?

Carvanha: Tá me chamando de gigante?
 — esqueceu-se que realmente estava — Você é um grosso, e aposto que não tem dinheiro!

Chapeleiro: Sirva-se de um chá, vai se distrair! Hahahaha!!
 — bateu na mesa e as xícaras voaram até Carvanha, que as engoliu.


   Na mesa, os bules de chá começavam a dançar, assim como todos os outros objetos. Jasmine batia palmas, divertindo-se com tudo, mas Carvanha ainda estava desconfiada.

Carvanha: Afinal, que festa é essa? Pode chamar o Coelho pra participar? — perguntou, e o chapeleiro olhou para o alto.

Chapeleiro: Desaniversário! — gritou — É seu desaniversário!!!

Carvanha: Ai, vou ficar mais nova?



Chapeleiro: Ela não sabe o que é um desaniversário! Que tolice! — caçoou de Carvanha, que rangeu os dentes — Quando não é seu aniversário, é um desaniversário!

Jasmine: Acho que entendi!

Carvanha: Eu não, mas estou dentro da minha personagem — refletia sobre não ser esperta — Mais um padrão quebrado!

Chapeleiro: Um... BOM DESANIVERSÁRIO!! UM BOM DESANVIERSÁRIO! — cantarolava, e Jasmine passa a acompanhar.

Carvanha: Ai, cansei! Já é hora de ir embora, Jasmine, esse velho não é rico!


Coelho: A hora!! Já é hora!! Tá na hora!! — gritava, saltitando para perto da mesa do chá de desaniversário.

Carvanha: Amor!
 — levantou suas nadadeiras gigantes — Tá na hora do nosso relacionamento começar! Finalmente decifrei, não é? Passa esse relógio pra cá e vem me dar um beijo!

Coelho: TÁ NA HORAAAA!! — gritava, puxando suas próprias orelhas.


   Nesse momento, diversos soldados com corpos de cartas de corações marcham em direção à mesa. Jasmine e o Chapeleiro se levantam, mas Carvanha se mantém parada.



    Levantando suas espadas de corações, as cartas abriam caminho e anunciava a chegada de uma Rainha.


Rainha: Sou eu! A Rainha Vermelha! — a mulher chegava, sendo aclamada pelas cartas — Estou procurando por Feia de Neve, alguém a viu?

Carvanha: Sou eu, tá querendo roubar meu filme, é? Só há espaço para uma Rainha feia, ou vão falar que não tenho originalidade!



Rainha: Quem está chamando de feia?!

Jasmine: A senhora! — apontou, e Carvanha e o Chapeleiro passaram a rir.


Rainha: Já chega! Cortem as cabeças!!!

 — Mas ela é gigantesca! — um soldado falou, e a Rainha o fuzilou com o olhar.



Carvanha: Ninguém vai cortar minha cabeça! Amor, Chapeleiro, Jasmine, venham pra cá! — tomou a frente dos três — O filme vai ser meu!

Rainha: Não se trata de filme, se trata de expulsar quem está estragando as histórias
 — falou, e Carvanha lembrou-se de Mickey — Isso mesmo, estou do lado deles!

Carvanha: Deles? Quem mais está com aquele rato?

Rainha: Se a sua cabeça ainda falar depois que a cortarem, eu te responderei
 — e deu a ordem para seus soldados atacarem.



   Disparando água para o alto, Carvanha faz chover no jardim, e os soldados iam caindo um por um. 

Chapeleiro: A Rainha não gosta de desaniversários, pois? Então, estou contra ela! — e retirou um bolinho de sua cartola — Feia de Neve, hoje é seu desaniversário, então aceite meu presente!

Carvanha: Cadê, é coisa cara?
 — perguntou, até ver o bolinho sendo arremessado contra sua boca. Ao mordê-la, ela volta ao seu tamanho normal — Gosto estranho!

Rainha: Vamos, levantem! Temos que cumprir o que Malévola nos pediu, ou então nossa história vai sumir! — gritou, mas Carvanha reparou no nome.

Carvanha: Vamos embora daqui — disse, levantando a toalha da mesa do chá, onde um portal estava aberto.

Coelho: Mas... Está na hora! — exclamou, e Carvanha notou que ele vestia roupas da corte da Rainha.

Carvanha: Hora de procurar um novo amor! — e empurrou o coelho com sua cauda, o lançando contra a Rainha — Vamos!

   Saltando para o portal, Carvanha, Jasmine e Chapeleiro desaparecem daquele universo. Sem eles verem, sombras iam consumindo o ambiente, e os soldados passavam a desaparecer, restando apenas a rainha.


   Materializando-se diante da Rainha, uma mulher, trajando um manto negro e segurando um cetro brilhante, a amedronta. Ao seu lado, Mickey aparecia.



Mickey: Essa história já se perdeu... É o único jeito, destruí-la para salvar as que ainda conseguimos — disse, e a Rainha começou a desaparecer.

Rainha: Com quantas... histórias isso já aconteceu?

 — As necessárias — a mulher ergueu seu cetro, e todo o lugar escureceu.

Continua

Um comentário:

  1. Mickey maldito :o F mundo da Alice, que bom que não tenho que enfrentar mais o boss hehehe...
    Foi divertido, não conheço muito da história sem ser por Kigndom Hearts, mas gostei, foi divertido =P

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